domingo, 30 de agosto de 2009

Por que o assunto?

Uma das coisas que aprendi foi estudar a " linha da vida" . Não se trata de ler a mão para ver o futuro. É o contrario, sem ler a mão, é necessário olhar para o passado e se projetar para o futuro. Isso eu já fiz diversas vezes. Analisei por onde passei, o que fiz, quais foram as crises que eu vivi, onde eu pequei, e em tudo isso, eu vi que essa vida foi uma vivência continua sob os cuidados do Soberano. Observei a teologia que esbocei, a teologia que renuciei, da pregação que fugi; das teologias que abominei e as novas teologias, que como criança eu pensava que criei, mas com certeza não há nada novo debaixo do céu.
Estudando, então, esta " linha da vida" aprendi que muito da espiritualidade que aprendi, que preguei e apoiei, é fruto da falta de reflexão da vida. É o desenvolvimento do pensamento que eu chamo " fora do tempo" . Embora tinha e tenha uma roupagem biblica ela é  fruto de cristãos doentes, neurotizados, revoltados, infelizes. Eu sabia que eles e eu  viviamos  uma crise entre a fe e a vida, pois não saabiamos conjugar ambas, até que Deus me ofereceu e me convidou numa caminhada no deserto e sob seu olharamoroso aprendi a beber da cisterna da graça divina. Depois surgiu no meu coração o desejo de que outros conhecam o signficado existencial que eixiste no texto da tentação de Jesus no deserto, da Sua crise depresiva no Getsemani, da ira no templo de Jerusalém e da compaixão que olha a multidão que pernambulando sem rumo e sem paz se encontravam "viva"com Jesus . Compreendi milimetricamente o significado do texto joanino " O Verbo se fez carne e habitou entre nós". Acabou-se a dicotomização da vida; a espiritualização do real, a fuga teologica através da espiritualização dos eventos concretos da vida e da fé, pois o Verbo se fez carne. Nasceu e nasce diarimente uma espiritualidade encarnada, uma teologia com cheiro de terra e com gosto de vinho. Após um longo tempo de maturação decidi compartilhar.É isso que vamos tratar neste blog.